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Quando a decisão é guerrear em segredo

O que é um conflito senão o resultado de uma crença inconsciente sendo valorizada pelas partes que a defendem em uma divergência?

 

E pior é quando as partes não percebem que essa inconsciência é um decreto de guerra contra elas mesmas, justamente porque lhes falta o principal para encerrar a discórdia: a disponibilidade interna para se perceber um no outro.

 

O ego é extremamente hábil em criar cenários onde os espelhos se refletem. Ou seja, o que eu me queixo do outro é meu, só que eu não reconheço isso, porque está inconsciente. E para o outro, a recíproca é verdadeira, criando-se assim uma dinâmica onde as causas do conflito permanecem desconhecidas e nunca são trazidas à razão para serem avaliadas quanto ao sentido que fazem ou não.

 

O primeiro passo para mudar isto é identificar as crenças que estão te mantendo na dor e no sofrimento. Pois dói muito menos reconhecer a projeção dos erros e desfazê-los do que viver prisioneiro das suas sombras.

 

E qual é a única crença geradora de todas as demais crenças que podemos criar? A de que somos separados uns dos outros, quando na verdade somos unos com tudo o que vibra no universo.

 

Mas hoje eu vou te ensinar um exercício infalível para você aplicar em seus relacionamentos e acabar de uma vez com o vilão do medo, governado pelos egos. Um exercício de perdão que você vai praticar escolhendo duas pessoas. Uma que você não goste e outra que seja tua amiga. E então vai aprender a vê-las como uma só e nesta tarefa de juntá-las, vai descobrir que nesta fusão, estava incluída a tua.

 

Pense em uma pessoa que você não goste, que pareça te irritar ou que te cause contrariedade se você vier a encontrar com ela. Alguém que de fato você deteste ou que prefira nunca mais encontrar. Não importa a forma que a sua raiva tome dela. Provavelmente a esta altura você já escolheu as pessoas. Elas servirão para o exercício.

 

Agora, feche os olhos e crie uma tela mental com a imagem desta pessoa que você não gosta na sua frente e olhe para ela. Tenta perceber nela alguma luz. Um pequeno lampejo que você nunca tinha notado! Tenta encontrar essa pequena centelha de luz brilhando através do feio retrato que você faz dela. Olha para esse retrato até ver essa luz em algum ponto e tenta usar a sua boa intenção para deixar que ela se estenda até cobrir todo o retrato, fazendo com ele seja bonito e bom.

 

Perceba por um momento a sua nova percepção de sentimento em relação a ela, e que foi modificada por sua vontade. Em seguida, volta a tua mente para aquela outra pessoa que você considera amiga. Procura transferir a luz que você viu em torno do teu antigo “inimigo” para ela. E a perceba agora como mais que uma amiga para você! Sinta que a luz que você está colocando nela é a tua, e agora disponível para ser compartilhada com todas as pessoas que cruzarem o teu caminho.

 

Deixe-se envolver pelos sentimentos de alegria, satisfação e amor e aceita a luz que ela te dá de volta, fazendo com que você se sinta íntegro, curado e livre todas as mágoas que nutria antes.

 

Finalmente, crie uma outra tela mental em que você vai permitir que o seu antigo desafeto se una em um abraço de luz ao seu amigo. Perceba que ambos não passavam de uma projeção da sua mente que reparou o antigo ódio com a tua própria luz, em um exercício que te ensinou a perdoar a si mesmo.

 

Agora é praticar! Porque uma nova crença de amor só vai permanecer se você continuar a exercê-la em todas as oportunidades de perdão que a vida lhe trouxer para o seu despertar.

 

Uma crença não reconhecida é uma decisão de guerrear em segredo.

 

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