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A poda do velho galho

O velho galho já tinha cumprido a sua missão. Ao longo de todo o ano anterior, ele carregou muitas flores em seus dois ramos. E mesmo depois que todas se foram, ele continuou lá, viçoso e firme junto à sua orquídea amarela, enfeitando o orquidário na varanda.

Já estava chegando a fase da nova florada e todas as orquídeas vizinhas estavam em festa! Cada dia era um novo ramo que saia. Primeiro foi a vizinha amarela, depois a branca, a roxa e a fértil matrona amarela continuava sem soltar seu novo broto.

Todos os dias eu observava o crescimento dos pequenos botões e notava o esforço daquele velho galho de cumprir um papel que não lhe cabia mais ali.

Com um sentimento de reverência fiz a sua poda, mas sem coragem de descartá-lo, pensei: Ah, você ainda está tão lindo… vou te colocar aqui, junto com o bambu da sorte que está em água, até o dia que você quiser viver.

E passado uma semana, sabe o que aconteceu?

A orquídea na varanda soltou novo ramo e depois de outra semana, aninhado às raízes do bambu da sorte, do velho galho nasceu um mini botão de flor.

E por que estou te contando esta história do orquidário da minha varanda?
Porque podemos aprender muito com a natureza se a observarmos com atenção.

Como você sabe, a Lua tem forte influência sobre os eventos na Terra. Ela influencia as marés, as emoções humanas, as mulheres em seu fluxo e é tida como um estímulo forte para os acontecimentos previstos pelos trânsitos e progressões sobre o nosso mapa astral de nascimento.

Cada ciclo lunar nos traz a possibilidade de novos aprendizados. A Lua Nova traz o novo, a crescente nos ajuda a desenvolvê-lo, a cheia a colher os frutos e a minguante a avaliar os resultados e arar a terra para nova semeadura.

Foi preciso fazer a poda do velho galho para que o novo brotasse. E por isso, o convite que eu te faço é: Faça uma analogia desta história com alguma experiência da sua própria vida!

Quantas vezes não ficamos apegados a certas situações porque achamos que poderemos prejudicar o outro? Conhece alguém, talvez intimamente, que viveu este “corte” no relacionamento, por exemplo?

O velho galho precisava ser podado, não porque estivesse morto, mas porque ele não estava permitindo que o novo nascesse ali.

Não sei quanto tempo ele ainda vai durar junto ao bambu da sorte, mas a mudança para o novo ambiente permitiu que ele voltasse a florescer. E isto é vida!

Mas tem outra reflexão que podemos fazer com esta história!

Em Astrologia temos o planeta Plutão, regente do signo de Escorpião que é ligado às experiências de morte e renascimento pelas quais todos nós passamos ao longo do nosso despertar. É ele que nos ensina o desapego e nos faz renascer das cinzas.

Quem diria que o galho podado acharia um jeito de soltar nova flor na sua convivência com o diferente, o amigo bambu?

Moral da História:

A morte não é o fim, ela é o início de uma nova vida em outro lugar.
O corte (perda, desapego) muitas vezes é necessário para que um novo caminho se abra em nossas vidas.
O importante é não desistir de viver enquanto há esperança de renascer.

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E passado uma semana, sabe o que aconteceu?

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